Sexta casa de sete
frente a janela vazio
corre lá fora urgente
na pressa me perco no rio
marejado dos olhos da alma
carente de sede e de pressa
fecha a porta do peito
no ato na beira escorrega
derrama lágrima e vinho
tristeza é a cruz que carrega
dos dias vividos a fio
à margem, sedento desperta
carece de luz [passatempo]
o breu dos teus olhos padece
amor se constrói nos momentos
fermento de fé não é prece
é fogo queimante, ascendente
no peito alegria exala
não vejo no tunel finito
do abismo nao vejo escalada
só ida de quem acredita
medida nas pontas dos dedos
da alma soluço de vida
do corpo um ultimo apelo
desejo com todas as forças
que vingam em mim té agora
nã sei se mereço ser tudo
ser coisa, ser feito, ser hora
os nós na garganta e no corpo
ardentes cravantes serenas
sedentos de tântrico gozo
faz imensa alma pequena
no meu infinito de agora
dos dias iguais ritmados
não quero ser mais atropelo
e faço do último apelo
um pulso!
de quem inda tem fé na vida...
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Fé
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Epifania
Queria mesmo era ser um desses caracóis
um desses cachos...me despentear...[perdida!]
enquanto você dança, doce, toda essa sua graça,
essa sua ginga morena, menina, mulher...
como criança, brincando de ser feliz[e brilha!]
Linda e apaixonante como raio de sol
que espreita à janela na manhã de domingo
[laranja e quente]
mas a dor e o ardor que bate, leva[ventania]
dando a cara a tapa, o gozo ao peito[agonia]
sem mais, antes que não te meça as palavras...
ai de mim que sou teu porta copos...
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Fantasias
Caraminholas na cabeça [estocando cachos]
Laços de fita cetim, presos a pele [suave]
Toque de cores e cordas, fantasiando espetaculos
Eu que nem queria ser este vulcão ou esta liga
Sinta na pele o aroma das auroras verdes [nada maduras ainda]
Mas quem não quer ser semente? [semeado?]
Tolo, me usa e lambusa, me joga e abusa [campo minado]
Escalando, voando e explodindo...
em felicidade colorida!
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Labuta
cada um tem sua lógica de dizer maravilhas...
corro o olho na lata do pobre pedinte mendigo
jogo na beira estilhaço
Maroca cantando vantagem
gota pingada na margem
folha caída
e poesia
o velho na praça é pressa, criança danada [pentelha, peteca]
mania de ser farofeiro, cabreiro morrendo de vespera
abraços [e braços] matuto, dengoso e largo
marina se forma, transforma, conforma medindo distância
careçe de apreço e de prosa o maroto sorriso
feito pinto no lixo e charque com farofa d'água
eu sei, essa longa guerrilha de versos sem sentidos
faz rimar isso e aquilo por empatia ou receio
quer cativar aos ouvidos, ao juizo ou resquicio qualquer
só um apelo conjunto de letras por coisa alguma
mas que é vida, é labor qualquer página que se vira...
qualquer dengo, qualquer vício e o peteleco na testa
é verso valsado na ginga da 'bonita, bonita'
vida que me leva agora
feito musica, feito escaladas
e aqueles passos que não nos levam a lugar algum
estáticos!
apreciando o que estar por vir...
cada um tem em sua inlógica a certeza de VIVER maravilhas...
paraíze-se, então, nos nós!
domingo, 17 de janeiro de 2010
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Desalento
eu perco a noite procurando o dia
maquinário frio pulsando sangue [agora]
atalaia atento vibra ao perfume [encandeia]
amador é só [caminhão vazio mendigando areia]
quanta mesmice em um só
de olhos a toa e a tudo
qualquer corpo é um corpo
qualquer coração é um pulso
hora medindo palavras, hora entoando sussuros
querendo esconder no sorriso,
um vício, um vazio, uns amores
no peito batuque do agora
sem freio, de tudo prova [zero sabores]
mas é certo que em tempo
tudo que sente se assenta
pra cada hora uma hora
e pra cada momento...
[pastilha de menta?]
inda carrego o vício das manhãs despedaçadas...
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Títere
e não venha esperar de mim benevolência...
não vou mais me gabar dessas minhas linhas tortas
não vou mais me iludir por estas tuas curvas
tu que me destes tanto pra sonhar acordada
hoje me fecha os olhos a mensão de novo dia
sei bem que neguei..a mim, a ti... esse canto
recatei teus litros de amor e concreturas
e chorei a ti, amor, as verdades minhas
[e pois, hoje vivo de sonhos, futuro e dieta]
cansei de rimas e coisinhas melodiosas
desses nossos milindros, frufrus e pelúcias
desses nossos livros de coisas guardadas
das nossas revistas de coisas e memórias póstumas
[como que semeando cores em treva]
é o que se diz daquilo que não tem fim certo
mas pra que ter fim coisas que nunca mudam?
se é amor, ou similar ou nem isso
deixa que seja, então, cedo ou tarde, um novo dia
[que um dia as horas cansam de não passar...]