cada um tem sua lógica de dizer maravilhas...
corro o olho na lata do pobre pedinte mendigo
jogo na beira estilhaço
Maroca cantando vantagem
gota pingada na margem
folha caída
e poesia
o velho na praça é pressa, criança danada [pentelha, peteca]
mania de ser farofeiro, cabreiro morrendo de vespera
abraços [e braços] matuto, dengoso e largo
marina se forma, transforma, conforma medindo distância
careçe de apreço e de prosa o maroto sorriso
feito pinto no lixo e charque com farofa d'água
eu sei, essa longa guerrilha de versos sem sentidos
faz rimar isso e aquilo por empatia ou receio
quer cativar aos ouvidos, ao juizo ou resquicio qualquer
só um apelo conjunto de letras por coisa alguma
mas que é vida, é labor qualquer página que se vira...
qualquer dengo, qualquer vício e o peteleco na testa
é verso valsado na ginga da 'bonita, bonita'
vida que me leva agora
feito musica, feito escaladas
e aqueles passos que não nos levam a lugar algum
estáticos!
apreciando o que estar por vir...
cada um tem em sua inlógica a certeza de VIVER maravilhas...
paraíze-se, então, nos nós!
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Labuta
domingo, 17 de janeiro de 2010
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Desalento
eu perco a noite procurando o dia
maquinário frio pulsando sangue [agora]
atalaia atento vibra ao perfume [encandeia]
amador é só [caminhão vazio mendigando areia]
quanta mesmice em um só
de olhos a toa e a tudo
qualquer corpo é um corpo
qualquer coração é um pulso
hora medindo palavras, hora entoando sussuros
querendo esconder no sorriso,
um vício, um vazio, uns amores
no peito batuque do agora
sem freio, de tudo prova [zero sabores]
mas é certo que em tempo
tudo que sente se assenta
pra cada hora uma hora
e pra cada momento...
[pastilha de menta?]
inda carrego o vício das manhãs despedaçadas...
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Títere
e não venha esperar de mim benevolência...
não vou mais me gabar dessas minhas linhas tortas
não vou mais me iludir por estas tuas curvas
tu que me destes tanto pra sonhar acordada
hoje me fecha os olhos a mensão de novo dia
sei bem que neguei..a mim, a ti... esse canto
recatei teus litros de amor e concreturas
e chorei a ti, amor, as verdades minhas
[e pois, hoje vivo de sonhos, futuro e dieta]
cansei de rimas e coisinhas melodiosas
desses nossos milindros, frufrus e pelúcias
desses nossos livros de coisas guardadas
das nossas revistas de coisas e memórias póstumas
[como que semeando cores em treva]
é o que se diz daquilo que não tem fim certo
mas pra que ter fim coisas que nunca mudam?
se é amor, ou similar ou nem isso
deixa que seja, então, cedo ou tarde, um novo dia
[que um dia as horas cansam de não passar...]
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Atire-Se!
Quem nunca se apaixonou
sábado, 5 de dezembro de 2009
domingo, 29 de novembro de 2009
Impróprio
tem compaixão de mim, figura desconhecida
se teces esta conversa de pontos, de pontes a desfrutar
carrega a minha vontade nas costas carnivora e canibalesca
confesso nao ver que chegue e hora de saciar
[perdão se nao pude evitar estas ideias quentes]
mas que não há sedução alguma em palavras diretas
cultivo a ideia que medra todo esse jogo, essa dança maneira de 'acasalar'
de se entregar de se render, de quase ir, quase vir na onda alheia
mas de pés no chão, posso jurar que sou rude e encantadora criatura
cuja sedução desnuda é a pura falta de manha e molejo
guardo no peito a vontade não de desfrutar da pura e diretamente
[completamente, docemente, saborosamente e suculentamente] a dita fruta
mas se não apenas um olhar e um beijo
e chega pra mim o cume do prazer e deleite!
da alma o mais puro e intenso
orgasmo...