Em tudo que sucede Abril...
Azedo
Diz que é azedo o sabor dos teus dias
pois que essa doçura tua é estar em cela
feito cana doce, feito cana pura
embreagante travessura
que culmina em mordida na orelha
[priva-me que um dia te alcanço, viajo, viajo...]
Loucura
Diz que é loucura te beijar a boca
pois que o ato grava na testa a índole
feito carimbo e letreiro, feito atestado de óbito
irresistível aventura
que culmina em caixas e lembranças
[como na promessa de não ser jamais, apenas portas fechadas...]
Ameno
E do acaso tive a sorte de ser tu resposta
para um miolo contido, retido, trancado
fez do amanhã distante um 'só para viver o hoje'
fazendo da dança da vida um múltiplo orgasmo
ao respirar teus ares como te consumindo
te absorvendo, te englobando, te sentindo
pois que o amor mais ameno é o menos ameno de todos
pois treme, rasga, grita, incontrolável e pungente
nos corpos, nas almas, nas mãos
e culmina no toque suave das pontas dos dedos
[na promessa de ser dalí em diante, em diante, em diante...]
pois nos amores mais amenos o para sempre inexiste
existe apenas um e outro e mais nada...
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Dos amores que tive e tenho...
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Braboletas
não vivo, não sonho, não sinto!
nego qualquer ato de insanidade
pois que nada sei desses assuntos dificeis...
domingo, 23 de maio de 2010
dito popular
O amor é cego
E cego não lê cartas
Cegos lêem em braile
Com mãos e dedos, tato.
Cegos ouvem música, mas não lêem blogs
Cegos não percebem poema escrito
Mas podem ser poetas, apesar
O amor é cego, dito popular
segunda-feira, 5 de abril de 2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
diminuto
Um amor que nunca vingou
Também nunca há de morrer
Não teve a beleza de flor
Nem a virtude de sofrer
Mas isso é o que menos importa
Haverá tantos iguais assim
Mas basta de amores
Pequenos pra mim
Leia Maissábado, 13 de março de 2010
Metáfora
Uso do dito e não dito[abuso]
Preciso!
quer luz em conversas de tapas e coices
já é tarde...
[bate a porta e parte]
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Fé
Sexta casa de sete
frente a janela vazio
corre lá fora urgente
na pressa me perco no rio
marejado dos olhos da alma
carente de sede e de pressa
fecha a porta do peito
no ato na beira escorrega
derrama lágrima e vinho
tristeza é a cruz que carrega
dos dias vividos a fio
à margem, sedento desperta
carece de luz [passatempo]
o breu dos teus olhos padece
amor se constrói nos momentos
fermento de fé não é prece
é fogo queimante, ascendente
no peito alegria exala
não vejo no tunel finito
do abismo nao vejo escalada
só ida de quem acredita
medida nas pontas dos dedos
da alma soluço de vida
do corpo um ultimo apelo
desejo com todas as forças
que vingam em mim té agora
nã sei se mereço ser tudo
ser coisa, ser feito, ser hora
os nós na garganta e no corpo
ardentes cravantes serenas
sedentos de tântrico gozo
faz imensa alma pequena
no meu infinito de agora
dos dias iguais ritmados
não quero ser mais atropelo
e faço do último apelo
um pulso!
de quem inda tem fé na vida...