Me despi.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
As sobras.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
temperamental
Atrás de uma flor e uma dor que desse a seu amado.
O amor jogou-se da primeira janela, a cair no jardim
Quebrou o pé e ficou a toa, rindo e chorando sem fim.
Encontrou as roseiras, os cravos, as tulipas.
E voltou com uma pá numa mão e na outra, um botão
Ele queira agora um jardim dentro de casa, dentro do coração.
O amor é um infante, um perdido, um inconsequente
Desses que agente teima em não viver, e se vive, não entende.
O amor as vezes ri, as vezes conta piada,
As vezes mente, as vezes grita de raiva,
Quase sempre morre de saudades, nao tem a menor noção de tempo.
O amor acordou noutro dia ansioso pela primavera
E que decepção a sua de ver o jardim só de mudinhas
Emudeceu, escureceu, se enfureceu
O amor se apressou, e se entristeceu
E pensou que tinha feito algo errado
Mas não soube que seu erro foi de ser tão avexado
Ainda tinha alguns dias pra aguardar o resultado
E presentar todos os dias aquele seu amado.
O amor tanto chorou, pelo pé machucado, pela dor que agoniava
Por não ver solução em agradar a quem amava
Pôs-se a cantar tristemente e com arrependimento
A canção que lembrava seu desalento
A cantar assim triste, de repente lembrou-se
Que seu amor gostava de música e não só de flores...
Entoou seu vozerão e fez logo uma canção
Aguardou o dia certo, para mostrar-se bonito
Foi cantar que seu amor duraria o infinito
Encheu-se de perfume, de carinho, de devoção
Chamou o seu amor para um encontro, então
No jardim lindo e florido, declarou-se finalmente
O amor não demora, mas o faz tranquilamente
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Dos amores que tive e tenho...
Em tudo que sucede Abril...
Azedo
Diz que é azedo o sabor dos teus dias
pois que essa doçura tua é estar em cela
feito cana doce, feito cana pura
embreagante travessura
que culmina em mordida na orelha
[priva-me que um dia te alcanço, viajo, viajo...]
Loucura
Diz que é loucura te beijar a boca
pois que o ato grava na testa a índole
feito carimbo e letreiro, feito atestado de óbito
irresistível aventura
que culmina em caixas e lembranças
[como na promessa de não ser jamais, apenas portas fechadas...]
Ameno
E do acaso tive a sorte de ser tu resposta
para um miolo contido, retido, trancado
fez do amanhã distante um 'só para viver o hoje'
fazendo da dança da vida um múltiplo orgasmo
ao respirar teus ares como te consumindo
te absorvendo, te englobando, te sentindo
pois que o amor mais ameno é o menos ameno de todos
pois treme, rasga, grita, incontrolável e pungente
nos corpos, nas almas, nas mãos
e culmina no toque suave das pontas dos dedos
[na promessa de ser dalí em diante, em diante, em diante...]
pois nos amores mais amenos o para sempre inexiste
existe apenas um e outro e mais nada...
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Braboletas
não vivo, não sonho, não sinto!
nego qualquer ato de insanidade
pois que nada sei desses assuntos dificeis...
domingo, 23 de maio de 2010
dito popular
O amor é cego
E cego não lê cartas
Cegos lêem em braile
Com mãos e dedos, tato.
Cegos ouvem música, mas não lêem blogs
Cegos não percebem poema escrito
Mas podem ser poetas, apesar
O amor é cego, dito popular